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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Peças raras no acervo do Museu de Valores - Parte I

A série de publicações que iremos apresentar sobre o título "Peças raras no acervo do Museu de Valores" tem por objetivo divulgar a imagem e as atividades do Museu de Valores junto à sociedade, dando conhecimento de suas pesquisas e de parte do seu acervo cultural.
"A autoria dessa matéria é do Banco Central do Brasil - Museu de Valores e suas publicações podem ser acessadas no sítio "bcb.gov.br".
"Museu de Valores do BC identifica mais peças raras no acervo"

Com um acervo de cerca de 135 mil itens, o Museu de Valores do BC tem promovido a identificação e a atualização de valores das peças. Até agora, em torno de 7 mil itens já foram analisados. “Muitas dessas peças têm alto valor no mercado, como as moedas de 960 réis. Em alguns casos, chegam a ter valor inestimável, por serem o único exemplar conhecido”, conta Karla Valente, chefe do Museu de Valores do BC.


O valor de cada peça pode variar muito, conforme a raridade dos itens. Se uma moeda de 6.400 réis de 1818 for bem conservada, por exemplo, ela pode valer R$9,5 mil. Mas se estiver “soberba” – com poucos arranhados –, o valor sobe para R$20 mil. “Quanto menor for o dano à peça ou a quantidade de riscos que ela tiver, ou menor o desgaste, mais cara ela fica. Se ela for ‘flor de cunho’, que é aquela peça que saiu da emissão e nunca circulou, que está intacta, brilhante, ela vale R$36 mil”, exemplifica a Karla Valente.
Feita em seda, a cédula de 500 marcos alemães que circulou em 1922 
é um dos itens raros analisados durante a pesquisa. 
A pesquisa é parte do Projeto Museu Legal, conduzido pelo BC em atenção a uma obrigação legal definida pelo Estatuto dos Museus (Lei 11.904, de 2009). 
O estatuto estipula que os museus elaborem e implementem um plano museológico - documento com missão, visão, objetivos estratégicos e programas do museu. Além da atualização dos valores do acervo, o projeto prevê ainda soluções para inventário e para monitoramento de parâmetros ambientais.

Conforme explica a chefe do Museu, quando uma peça é identificada, busca-se definir um valor atualizado com a média de valores encontrados em catálogos de numismatas, livros e sites de leilão. Se as peças são únicas e não tiveram valor atribuído em nenhuma das três fontes, elas são enviadas a um especialista em numismática, que auxilia o Museu na tarefa. 

Algumas peças raras podem ser conferidas no Museu de Valores do BC e há planos de se instalar um novo expositor destinado a exibir itens interessantes identificados durante o projeto. 

Segundo Karla, há grande quantidade de peças repetidas. A primeira parte do trabalho, então, será dedicada à atribuição de valor às peças-mãe, as primeiras catalogadas no sistema com certas características.

“Após 1965 e depois da criação do BC, o país já tinha certa padronização monetária. Por isso, possuímos muitas peças repetidas dessa época. A valoração dessas peças é mais fácil, pois fazemos uma única vez e depois apenas multiplicamos pela quantidade de peças repetidas para se chegar a um valor correto, avaliando apenas o desgaste da peça”, explica.

Pesquisa complexa e longa
A pesquisa do acervo numismático envolve a participação de estudantes de História e de Museologia.  “Estamos fazendo essa análise de valoração peça por peça. Será um trabalho longo, demorado. Nossa meta é chegar à valoração de 30% do acervo em setembro de 2018”, afirma a chefe do Museu. 

Além das cédulas e moedas, o Museu de Valores possui outros artigos em seu acervo, como a folha utilizada pelo designer Aloísio Magalhães para desenhar a nota de cruzeiro. Outros exemplos são testes e provas de cor de designers e objetos que eram da Casa da Moeda . “Esse tipo de artigo só o BC tem e é muito difícil atribuir valor a eles, pois não existe catálogo nem sites de leilão para isso”.

A moeda de 960 réis cunhada sobre rúpias indianas, presente no acervo do Museu 
de Valores do BC, também é considerada rara no mundo numismático.
Além disso, há medalhas que servem para contar um momento da história e não têm valor monetário; condecorações, muitas das quais possuem pedras preciosas como diamantes, esmeraldas e rubis; cinco documentos de memória (autorização de imperador para cunhar moedas, ou diploma da medalha comemorativa do centenário de Oswaldo Cruz, por exemplo), documentos de valor (apólice que não chegou a ser cédula), instrumentos de garimpo e artigos de ouro não-amoedado, como as pepitas e as barras de ouro".

sábado, 28 de setembro de 2013

Ordem Nacional do Mérito - Condecoração

O Decreto-Lei n.° 9.732, de 4 de setembro de 1946, criou a Ordem Nacional do Mérito e o Decreto n.° 21.854, de 26 de setembro de 1946, aprovou o seu regulamento.

Tem como finalidade galardoar os cidadãos brasileiros que, por motivos relevantes, se tenham tornado merecedores de reconhecimento da Nação e os estrangeiros que, a juízo do Governo, sejam dignos desta distinção.

O Presidente da República, Grão-Mestre da Ordem, tem como insígnia a Grã-Cruz, que conservará, e o colar, que transmitirá ao seu sucessor.

Os integrantes do Conselho da Ordem (Ministros da Justiça e das Relações Exteriores e os Chefes de Gabinetes Militar e Civil) são membros natos da Ordem e lhes cabe o grau correspondente à categoria de sua função oficial: Grã-Cruz.

Apesar de suas cinco classes disporem de 875 vagas para brasileiros, até hoje somente foram agraciadas, com esta ordem, cerca de duzentas pessoas.

Insígnia:
Anverso, estrela branca de seis pontas bifurcadas e maçanetadas, assentada sobre guirlanda de rosas. Ao centro, medalhão redondo azul-celeste com esfera armilar.
Reverso, igual ao anverso, com alteração no medalhão para marchetado, com a legenda "ORDEM NACIONAL DO MÉRITO". fita e banda escarlate, com duas listras brancas.
Graus: cavaleiro, oficial, comendador, grande oficial e grã-cruz.
fonte das informações: site bcb

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ordens Honoríficas do Brasil - Ordem de Pedro I

Insígnia (*)
D. Pedro I instituiu, em 16 de abril de 1826, a Ordem de Pedro I, Fundador do Império do Brasil, para marcar, de maneira distinta, o reconhecimento da independência do vasto império.

Jean Baptista Debret, um dos integrantes da Missão Artística Francesa, foi o criador da insígna.

Essa Ordem, somente foi regulamentada em 1842 e o seu livro de registro começou vinte e dois anos mais tarde, com a inscrição do decreto de Duque de Némours. Com esse atraso, as concessões efetuadas por D. Pedro II ficaram sem qualquer referência e atribuiu-se o fato ao caráter pessoal com que o Imperador distribuíaa comenda.

Segundo os estudiosos, somente dois brasileiro foram agraciados: o Marquês de Barbacena (1826), talvez o primeiro a ser homenageado, e o Marquês de Caxias (1868).

Com a Proclamação da República, a Ordem foi extinta.

(*) Insígnia: Anverso, dragão alado, tendo ao peito escudo verde com as letras P e I, sainte de coroa condal e encimado por coroa imperial. Reverso, igual ao anverso, com alteração na inscrição para a data 16-4-1826, Fita e banda verde, com orla branca. Graus: cavaleiro, comendador e grã-cruz.
fonte: Condecoração - BACEN

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

500 Mil Réis - Banco da República do Brasil, 1893

No anverso, os emblemas da Justiça e da Navegação
Veja abaixo detalhe do canto inferior à diretia
O Banco da República do Brasil foi criado em 1892, como resultado da fusão do Banco da República dos Estados Unidos do Brasil com o Banco do Brasil. Unificou a faculdade emissora e ficou encarregado de substituir por seus bilhetes as notas de todos os demais bancos. Em 1896, perdeu o direito de emissão, assumindo o governo a responsabilidade exclusiva dos bilhetes bancários, substituindo-os por notas do Tesouro Nacional. Liquidado por lei em 1905, o Banco da República do Brasil voltou à antiga denominação de Banco do Brasil.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Peças de Destaque

Este espaço foi criado com a finalidade de divulgar o acervo do Museu de Valores do Banco Central, inclusive de suas obras artísticas  que abrangem vários períodos da história da arte brasileira.  Os critérios para escolha das peças de destaque podem estar ligados a datas especiais e ou comemorativas, podendo abranger aquisições recém incorporadas,  peças consideradas raras e outros.

2011