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quarta-feira, 18 de julho de 2018

De artistas a membros da realeza, mulheres estampam cédulas e moedas ao redor do mundo

"A autoria dessa matéria é do Museu de Valores do Banco Central do Brasil e  pode ser acessada através do sítio "bcb.gov.br", publicação de 23 de junho de 2017". A transcrição tem por objetivo divulgar a imagem e as atividades do Museu de Valores, dando conhecimento de suas pesquisas e de parte do seu acervo cultural. Associação Amigos do Museu de Valores.
"​De 19 a 25 de junho, instituições culturais e museus do mundo todo participam do Museum Week, iniciativa criada em 2015 para unir um público amplo, de forma divertida e participativa, em torno de postagens temáticas no Twitter. Este ano, são sete as hashtages sugeridas: #FoodsMW, #SportsMW, #MusicMW, #StoriesMW, #BooksMW, #TravelsMW e #HeritageMW. Além disso, estão sendo incentivadas ao longo do ano postagens com a hashtag #WomenMW, em homenagem às mulheres e à igualdade de gênero.
Confira a seguir a história de figuras femininas que, pelo seu papel na sociedade, ilustraram cédulas e moedas de diversos países. Elas foram escolhidas para representar o Museu de Valores do BC na Museum Week. As peças fazem parte do acervo e algumas delas estão expostas no Museu. 

Brasil
Princesa Isabel (1846 – 1921)
No Brasil, poucas mulheres apareceram em cédulas. A primeira foi a princesa Isabel, filha mais velha de Dom Pedro II, herdeira presuntiva do trono no Brasil. Conhecida como “Redentora”, ela foi a primeira mulher a se tornar senadora. A princesa aliou-se aos movimentos abolicionistas incipientes, assinando a Lei do Ventre Livre, em 1871, que foi o primeiro passo efetivo para o fim da escravidão no Brasil – a lei estabelecia que todos os filhos de escravos estavam livres. Em 1888, durante sua terceira e última regência, assinou a Lei Áurea, que extinguia a escravidão no Brasil. Em 1889, foi instaurada a república no Brasil e a família real foi obrigada a buscar asilo na Europa. Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon passou seus últimos trinta anos de vida vivendo na França e faleceu em 14 de novembro de 1921.

domingo, 16 de outubro de 2016

Cidades Patrimônio da Humanidade - Série Numismática

A série numismática "Cidades Patrimônio da Humanidade - Brasil", emissão do Banco Central do Brasil,  teve o seu início em 2010 com o lançamento da moeda homenageando Brasília, na época, completando 50 anos de sua fundação.

Nos anos seguintes, foram lançadas moedas comemorativas alusivas a Ouro Preto (2011), Goiás (2012), Diamantina (2013), São Luís (2014) e Salvador (2015).

Conforme consulta ao Banco Central, a última moeda da série será lançada ainda este ano, homenageando o centro histórico da cidade de Olinda (PE).

Todas as moedas da série são de prata (925/1000), diâmetro de 40 mm, peso 27g e com o valor facial de 5 reais. Fabricação é da Casa da Moeda do Brasil e concepção/projeto do BC e Casa da Moeda. 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Mal. Cândido Rondon - 150 Anos do Nascimento

Hoje, dia 5 de maio é celebrado o Dia Nacional das Comunicações, data escolhida em homenagem ao nascimento de Cândido Mariano da Silva Rondon, uma das principais figuras da difusão dos sistemas de comunicação no Brasil, considerado o patrono das comunicações do país.

O reconhecimento da obra de Rondon, na exploração geográfica e na integração do país, ultrapassou as fronteiras do Brasil, seu nome está registrado em letras de ouro no Livro da Sociedade de Geografia de Nova Iorque, como o explorador que penetrou mais profundamente em terras tropicais.

Para celebrar e preservar a memória do Mal. Rondon publicamos os registros históricos e iconográficos referentes à concepção e lançamento da nota de 1.000 Mil Cruzeiros, emitida em maio/1990. Cédula que circulou no período 31 de maio de 1990 a 15 de setembro de 1994.

sexta-feira, 27 de março de 2015

50 Anos do BC - Moeda Comemorativa de 1 Real

O Banco Central lançará no dia 30 de março próximo a moeda comemorativa bimetálica, em comemoração ao Cinquentenário do Banco Central do Brasil (BC 50 anos).

A moeda exibe, no anverso, a vista da fachada do Edifício-sede do Banco Central do Brasil em Brasília, ladeada pela inscrição  "50 Anos". No anel dourado, as legendas "Banco Central do Brasil" e "1965-2015".

O reverso, face comum a todas as moedas de 1 Real, temos o anel dourado, a repetição do grafismo indígena marajoara. No núcleo prateado, esfera sobreposta por uma faixa de júbilo, que, com a constelação do Cruzeiro do Sul, faz alusão ao Pavilhão Nacional, e os dísticos correspondentes ao valor facial e ao ano de cunhagem.  A emissão é do Banco Central  e a cunhagem da Casa da Moeda do Brasil. fonte sítio do bcb
Valor Facial: 1 Real - Peso: 7 g - Diâmetro: 27 mm - Tiragem: 50 milhões
Metal: Aço inoxidável e aço revestido de bronze (anel)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cédula de Um Cruzeiro - Iconografia

As novas cédulas para o padrão monetário Cruzeiro, que circularam no período de 15 de maio de 1970 a 30 de junho de 1984, foram projetadas por Aloísio Magalhães (1927-1982), que venceu o concurso realizado pelo Banco Central e Casa da Moeda do Brasil, em 1966.

O padrão visual das cédulas mais conhecidas como família dos "Medalhões" obedece a um rigoroso esquema gráfico. Apesar dos tamanhos diferenciados das cédulas, conforme o valor facial (Cr$ 1.00, Cr$ 5,00, Cr$ 10,00. Cr$ 50,00 e Cr$ 100,00), as áreas geométricas guardam proporções similares.

Personagens retratados nas cédulas de Cruzeiros
D. Pedro I -Floriano Peixoto - Marechal Deodoro da Fonseca - D. Pedro II
Esquema gráfico da cédula:
Anverso da cédula
O reverso é obtido com o giro longitudinal da imagem do anverso, em 180 graus
A cédula de um cruzeiro (Cr$ 1,00), com dimensões de 147 x 67 mm, é a moeda-papel de menor valor facial pertencente à  família dos "Medalhões". Na concepção do projeto as diferenças etapas do processo de impressão revela a beleza artística da cédula proporcionando uma identidade nacional, técnica pioneira na numerária mundial.

No anverso, a alegoria representativa da República, a moda francesa, com a efígie de traços finos e o barrete frígio. Os efeitos moiré [1] se destacam no visual da cédula.

No reverso o edifício ocupado pelo Banco Central situado na cidade do Rio de Janeiro - Avenida Rio Branco, número 30. No local funcionaram o Ministério da Fazenda, a Caixa de Conversão, a Caixa de Estabilização e a Caixa de Amortização.


Arte no Dinheiro
Aloísio Magalhães, em seu projeto, o efeito moiré aparecia como o elemento gráfico central. Além de esteticamente fascinante, esse fenômeno ótico - obtido por meio da sobreposição de sistemas lineares em camadas de impressão em offset [2] e em talho-doce [3] - contribuía para dificultar a falsificação do papel-moeda.

O anverso da cédula era composto por duas impressões em offset monocromáticas, além de um impressão offset em íris [4] e uma impressão em talho-doce. Já o reverso era composto por duas impressões offset em íris e por uma impressão em talho-doce.

Ao apresentar, didaticamente, as diferentes etapas do processo de impressão de papel-moeda utilizado na década de 1970, o Banco Central do Brasil revela, a beleza artística desse objeto concebido por Aloísio Magalhães como importante meio de comunicação da identidade nacional. fonte bcb, arte no dinheiro
1. 1 Acima: Estudo de fundo de segurança, caneta hidrocor,  (ca. 1968)
1.2 Abaixo: Anverso, estudo de fundo de segurança, caneta hidrocor, caneta 
esferográfica e lápis, (ca.1968)

2.1 Acima: Anverso, prova final, passagem de cor em íris, offset (1970)
2.2 Abaixo: Anverso, prova final, passagem de cor verde, offset (1970)

3.1 Acima: Anverso, prova final, passagem de cor violeta, offset (1970)
3.2 Abaixo: Anverso, prova final, superposição de passagens de cor verde e íris, offset (1970)

4.1 Acima: Anverso, prova final, impressão bicolor, talho-doce (1970)
4.2 Abaixo: Anverso, prova final, superposição de passagens de cor violeta, verde e íris, offset (1970)

5.1 Acima: Reverso, prova final, passagem de cor em íris 1, offset (1970)
5.2 Abaixo: Anverso, prova final, superposição de passagens de cor, offset e talho-doce (1970

6.1 Acima: Reverso, prova final, passagem de cor em íris 2, offset (1970)
6.2 Abaixo: Reverso, prova final, superposição de cor (1+2) em íris, offset (1970)

7.1 Acima: Reverso da cédula de 1 cruzeiro, prova final, impressão bicolor e talho doce (1970)
7.2 Abaixo: Reverso, superposição de passagem de cor, offset e talho-doce (1970)

[1] moire - processo de impressão responsável pela criação de ondas, que acontece quando duas grades com padrões regulares são sobrepostas e apresentam movimento relativo entre si.
[2] offset - processo de impressão em que a imagem, gravada numa folha de metal flexível, é transferida para o papel por meio de um cilindro de borracha.
[3] talho-doce - o processo de gravura em metal utilizado na impressão de papéis de segurança, em que a superfície impressa adquire relevo coincidente com a tinta.
[4] Impressão em íris - técnica de impressão que permitia a graduação personalizada de cores, com o objetivo de dificultar a falsificação de documentos impressos.
fontes: site BCB, Uma etnografia no dinheiro por Amaury F. C Junior,
ASSOCIAÇÃO AMIGOS DO MUSEU DE VALORES

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Orquídea, Moeda Social - Banco Comunitário Jardim Botânico

Banco Comunitário é um serviço financeiro, solidário, de natureza comunitária e associativa, que tem por objetivo fomentar o microcrédito e, principalmente, emitir e fazer circular nova moeda social por mais tempo numa região, fortalecendo a economia local e gerando trabalho e renda. Cabe salientar que toda moeda social deve ter lastro em real.

Logomarca
Nova família de moeda social foi colocada em circulação, em 29 de abril de 2013, seu nome "Orquídea". A escolha do nome teve a participação de membros da comunidade e do conselho gestor do Banco.

O Banco emissor da nova moeda - Banco Comunitário de Desenvolvimento Jardim Botânico - foi inaugurado em 27 de abril de 2013, na localidade de São Rafael, em João Pessoa (PB).

Dentre os princípios da economia solidária a "Cultura" é um dos principais pilares de sustentação, procura valorizar o saber local, a cultura e a tecnologia popular.

Vejamos o exemplo do Jardim Botânico as imagens que estampam as cédulas ressaltam os espaços públicos locais e conta a história da comunidade. A imagem estampada na nota de cinquenta centavos de orquídea, intitulada "Casa da Comunidade de São Rafael", foi selecionada através de concurso realizado nas escolas do bairro de São Rafael. Para melhor visualização das imagens clique diretamente nelas.
Valor Facial: 0,50 centavos
Reverso: CASA DA COMUNIDADE DE SÃO RAFAEL
                 Na visão de uma criança da comunidade
Anverso: IMAGEM ORQUÍDEA, cor padrão amarela
                 Selo da Rede de Bancos Comunitários (amarelo)
Valor Facial: 1 Orquídea
Reverso: ANTÔNIO DOMINGOS
                 Um dos primeiros maradores de São Rafael
Anverso: IMAGEM ORQUÍDEA, cor padrão verde
                 
Selo da Rede de Bancos Comunitários (amarelo)
Valor Facial: 2 orquídeas
Reverso: POÇO AMAZONAS
                 Serve de abastecimento para a comunidade São Rafael desde sua
                 fundação 
Anverso: IMAGEM ORQUÍDEA, cor padrão vermelho
                 
Selo da Rede de Bancos Comunitários (amarelo)
Valor Facial: 5 orquídeas
Reverso: COMUNIDADE SÃO RAFAEL
                 Vista aérea da comunidade situada na cidade de João Pessoa - PB
Anverso: IMAGEM ORQUÍDEA, cor padrão roxa
                  Selo da Rede de Bancos Comunitários (amarelo)
Valor Facial: 10 orquídeas
Reverso: JARDIM COMUNITÁRIO
                 Construído pelos moradores da comunidade São Rafael, premiado
                  o 
jardim mais bonito da cidade de João Pessoa
Anverso: IMAGEM ORQUÍDEA, cor padrão amarela
                  Selo da Rede de Bancos Comunitários (amarelo)

domingo, 18 de agosto de 2013

Sabendo usar não vai faltar

Projeto:           Programa de Educação Financeira do Banco Central
Título:            Dinheiro Custa Dinheiro
Público alvo:  Infanto/Juvenil
Apoio:            AAMV (Associação Amigos do Museu de Valores)

1

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Moeda Comemorativa de 1 real - Direitos Humanos

A primeira moeda comemorativa da família de 1 Real, de circulação comum, foi emitida no ano de 1998, com a temática alusiva á celebração dos cinquenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. 

As principais caraterísticas da moeda bimetálica, que teve sua tiragem limitada em 600 mil unidades, composição cuproníquel (núcleo prateado) e alpaca (anel dourado), peso de 7,84 g, diâmetro de 27 mm e espessura de 1,95 mm.
Cinquentenário da Declaração dos
Direitos Humanos
No anverso, apresenta a logomarca oficial do evento, composto pela figura humana e o globo terrestre. Ao longo do anel dourado temos as legendas "Declaração Universal dos Direitos Humanos" e "Cinquentenário". Na parte inferior do núcleo prateado temos a palavra "Brasil".

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vital Brasil - Cédula de 10.000 Cruzeiros - Iconografia

A temática da cédula de Cr$ 10.0000,00 (dez mil cruzeiros) é dedicado a um médico que, notabilizado pelos seus estudos sobre animais venenosos e pela descoberta e produção de soros antiofídicos, é considerado um dos maiores cientistas sul-americano e benfeitor da humanidade - Vital Brazil

Sobre a cédula
Anverso
No anverso, temos efígie de Vital Brazil em calcografia, baseada na fotografia de 1919 conforme imagem reproduzida abaixo. Á esquerda, uma gravura que representa cena clássica de extração do veneno, tarefa básica para a produção de soros. À direita, temos um elemento de segurança, desenho da cabeça de uma urutu, marca a coincidência perfeita entre o anverso e reverso. O fundo de segurança (ofsete), desenvolvidos mediante computação gráfica, baseiam-se em fotos de escamas de jararacas e cascavéis.
       Cena de extração do veneno (calcografia)          Cabeça de uma urutu (registro coincidente)
No reverso, um painel calcográfico traz a representação de um serpentário, com destaque para a cena de uma cobra muçurana devorando uma jararaca. Essa imagem, além de representar um tema de especial instigação científica de Vital Brazil, constitui uma alegoria da luta do bem contra o mal, servindo de "ex-libris" e símbolo de toda a obra do homenageado. Os fundos de segurança (ofsete) baseiam-se em detalhe dos movimentos de serpentes e suas diferentes epidermes. O registro coincidente - cabeça de uma urutu - fica à esquerda da cédula.
Reverso 

Cobra muçurana  devorando uma jararaca
Motivo Central em calcografia
Especificações básicas:
Órgão emissor: Banco Central do Brasil
Empresa Impressora: Casa da Moeda do Brasil
Dimensões básicas: 140 x 65 mm
Cores predominantes:  Cinza e laranja
Período de circulação: 26.4.1991 a 15.9.1994
Projeto gráfico: Marise Ferreira da Silva e Júlio Pereira Guimarães
Gravuras manuais: Zélio Bruno da Trindade (anverso) e Mário Dittz Chaves (reverso)
Processos de impressão: Calcográficos, ofsete e tipográfico

Homenageado
Vital Brazil mineiro da Campanha (1865-1950) lutou com grandes dificuldades financeiras para estudar, e exerceu diversas profissões humildes até formar-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1891. Havia pouco tempo que Pasteur aplicara a primeira vacinação anti-rábica, e a bacteriologia e a imunologia viviam tempos profícua efervescência, o que muito estimulou o interesse do jovem médico pela pesquisa cientifica.                        
                                                    
Após atuar no combate a epidemias que grassavam na época, Vital Brazil dedicou-se intensamente a trabalhos de pesquisa. No limiar do novo século, participou em São Paulo da fundação e foi nomeado o primeiro diretor do Instituo Butantã, entidade que viria a representar um marco da ciência experimental e cujas pesquisas revestiam-se de espírito de vanguarda a exemplo do Instituto Pasteur de Paris.     
                                                        
Fotografia de Vital Brazil - 1919
Acervo do Museu Vital Brazil
Descobridor da especificidade dos soros antiofídicos, Vital Brazil desenvolveu os primeiros soros comprovadamente eficazes contra os venenos crotálico (cascavéis) e botrópico (jararaca e outras espécies), assim como soros polivalentes, solucionando o problema terapêutico do ofidismo no continente americano. Aliando qualidades de administrador às virtudes de cientista, fez o Butantã funcionar com pequeno quadro de pessoal e conseguiu, sem maior aparato burocrático, propagar o uso do soro antiofídico, distribuí-lo pelo interior do País e estabelecer eficiente intercâmbio com os fazendeiros e divulgar medidas profiláticas.

Em 1919, deixou a direção do Butantã e fundou na cidade de Niterói, o Instituto de Higiene, Soroterapia e Veterinária, entidade que recebeu seu nome e que dirigiu até os anos 40, dela fazendo outra das maiores instituições científicas sul-americanas. O Instituto Vital Brazil, também pioneiro na produção de soros, vacinas e medicamentos, tornou-se, como o Butantã, centro de geração de conhecimento na área de imunoterapia.

A obra de Vital Brazil tornou-se internacionalmente conhecida, apesar de sua divulgação ter encontrado opositores até sob o argumento de que imagens associados a serpentes constituíam "propaganda contra os foros de civilização do Brasil". Na época, esses e outros obstáculos foram enfrentados com serenidade e perseverança pelo cientista, autor da frase: "A Medicina não é suficiente para fazer uma nação saudável e feliz. As moléstias têm sua raiz na ignorância".

Fonte de consultas: 
Banco Central do Brasil
Museu Vital Brazil
Instituto Vital Brazil
Wikipédia

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Victor Frond e a Cédula de 200 Cruzeiros

Jean-Victor Frond (1821_1881), fotógrafo e pintor francês, pioneiro no trabalho de mapear e documentar o Brasil através da fotografia. Para isso manteve no Rio de Janeiro um estúdio no período de 1858 a 1862.

Autor do primeiro livro de fotografias realizado na América Latina "Brésil Pittoresque", publicado em 1861, com texto de Charles Ribeyrolles. Registra através da fotografia o trabalho dos escravos e a vida rural no país, torna-se um dos principais responsáveis pela divulgação e popularização das paisagens do Rio de Janeiro, em especial as  imagens do Pão de Açúcar e Arcos da Carioca.
Frond, Victor - Escravas Cozinhando na Roça, Rio de Janeiro, ca. 1858
A fotografia denominado "La Cuisine à la Roça"  (1858), prancha número 55, álbum "Brazil Pittoresco", impressão de Lemercier, Paris, 1861,  foi estampada no reverso da cédula da segunda família do cruzeiro, valor facial de Cr$ 200,00 (duzentos cruzeiros). 

O documento original de Victor Frond faz parte do acervo da Fundação Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro, RJ).
Detalhe da imagem do reverso
Painel reproduzindo a fotolitografia "La Cuisine à la Roça"
A temática principal da peça 200 Cruzeiros é a Abolição da Escravatura, temos no anverso o retrato da Princesa Isabel (1846-1921), imagem baseada em fotos da coleção de D. Pedro Gastão, neto da princesa e do Conde d'Eu.

A  cédula com dimensões 154 x 74 mm, tem as cores verde e azul predominantes, projeto gráfico de Aloísio Magalhães e gravuras manuais dos designers José Maria das Neves e Dauro Alves de Sá. 

A produção da cédula ficou a cargo da Casa da Moeda do Brasil e o órgão emissor o Banco Central do Brasil. Circulou de 8 de setembro de 1981 a 30 de junho de 1987.
Anverso: Princesa Isabel
Reverso: Painel reproduzindo a fotolitografia "La Cuisine à la Roça",

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mário de Andrade - 500 Mil Cruzeiros - Iconografia de uma cédula

A cédula de 500 000 cruzeiros teve um período curto de circulação de 29 de novembro de 1993 a 15 de setembro de 1994. Essa mesma estampa circulou com o padrão monetário corrigido por carimbo de valor facial de 500 Cruzeiros Reais.

O tema da cédula é dedicado a Mário de Andrade (1893-1945), o notável romancista, poeta, ensaísta, crítico, contista, cronista, teórico de arte e musicólogo.

Em seqüência às comemorações (1992) dos 70 anos da "Semana de Arte Moderna" - marco inicial da chamada Revolução Modernista no Brasil, é significativo que em 1993 se celebre o centenário de nascimento do intelectual que é considerado a figura mais influente da cultura brasileira neste século.
A nova cédula apresenta elementos expressivos da vida e da obra do homenageado. 

No Anverso vemos a efígie do escritor, tendo à esquerda desenho inspirado em fotografia batida pelo homenageado e por ele intitulada "Sombra minha". 
Acompanhada pelo último verso do conhecido poema "Eu sou trezentos...", a composição constitui referência à variada e influente presença de Mário de Andrade não só na criação literária como em praticamente toda a vida cultural brasileira nos últimos 70 anos.

Muiraquitã
À direita, acima das microchancelas, a coincidência perfeita da impressão em ofsete do anverso e do reverso (elemento de segurança) é marcada pela figura de um muiraquitã, amuleto zoomorfo talhado em pedra que, característico do folclore  da região amazônica, representa referência central ao longo da trama rapsódica que constitui a obra mais conhecida de Mário de Andrade ("Macunaíma"), além de simbolizar o vínculo do imaginário brasileiro com a natureza tropical.

Ainda no anverso, são impressas em calcografia as legendas indicativas do valor, o nome do órgão emissor, o nome do homenageado e a inscrição "Deus seja louvado". Uma imagem latente, com a inscrição "BC", está gravada na composição de dois losangos que se destacam à esquerda da efígie, tornando-se legível quando colocada a nota sob determinado ângulo visual. A numeração da cédula, as microchancelas e os nomes dos cargos correspondentes são impressos em tipografia.
Anverso da cédula de 500.000 Mil Cruzeiros
Formato 140 x 65 mm - Impressor Casa da Moeda do Brasil

Os fundos em ofsete apresentam uma combinação de losangos (trama arlequinal) lembrando o tema que, além de ter sido utilizado para ilustrar a capa da edição original de um dos principais livros publicados pelo escritor, constitui imagem a que recorreu com freqüência em sua obra literária.


Edifício Martinelli
No reverso, um painel calcográfico apresenta Mário de Andrade  conversando com crianças, como referência ao trabalho do propagador de cultura, entusiasta das coisas brasileiras e batalhador pela educação infantil. A cena é ladeada pela representação de prédios simbolizantes do crescimento vertiginoso que caracterizou a cidade de São Paulo em sua época, com destaque para o edifício Martinelli, arrojado marco de seu tempo.
Acima, também como referência à sua obra, aos símbolos urbanos contrapõe-se uma representação de floresta natural.
Ainda no reverso, os fundos em ofsete que aparecem circundando as imagens centrais baseiam-se na representação de notações musicais, em referência a sua notável obra de musicólogo. Constituem elementos de proteção contra falsificações, além da impressão calcográfica e do papel especial com fibras coloridas esparsas e marca d'água, as microimpressões, a imagem latente referida, nuanças de cores e os fundos especiais em ofsete produzidos em computação gráfica. Estes incluem variada estrutura de mosaico, formada por linhas multidirecionais, que colorem a cédula. A marca d'água representa a efígie da República. Carmim, azul e marrom são as cores predominantes.

Arte / Designer - Júlio Pereira Guimarães e Experidião Marcelo M da Fonseca são os autores gráficos, desenvolvido em trabalho integrado com os técnicos do Departamento do Meio Circulante do Banco Central. As gravura manuais são de Zélio Bruno da Trindade (anverso) e Czeslaw Slania (reverso).

Folder distribuído à época do lançamento da cédula 1993
Reverso
fonte: BCB, Folder 500 a cédula de mil cruzeiros

domingo, 4 de novembro de 2012

Carlos Drummond - Cédula de 50 Cruzados Novos - Iconografia

A temática das cédulas do sistema monetário brasileiro do Cruzado Novo é voltada para as grandes expressões da cultura nacional. A cédula de cinquenta cruzados novos é dedicada ao poeta e cronista Carlos Drummond de Andrade (1902/1987). 
Drummond, nascido na cidade mineira de Itabira, tornou-se no Brasil deste século uma presença tão vigorosa quanto a de Machado de Assim em relação a seu tempo. Suas crônicas são testemunho de toda uma época, revelando e interpretando angústias, alegrias e perplexidades do homem contemporâneo.
A extraordinária sensibilidade, o fino humor, a perfeição com que manipula as palavras, tão característicosde sua prosa, são qualidadesque se extremam em sua poesia, na aprofundada interpetração do mundo e de si mesmo. folder BCB 50 cinqüenta cruzados novos
Emissão: 1989 a 1990 - Circulação: 16 janeiro de 1989 a 15 de março de 1990
Órgão Emissor: Banco Central do Brasil - Fabricante: Casa da Moeda do Brasil
Estampa foi aproveitada, por "carimbo" tipográfico, para o padrão Cruzeiro (1990)
A cédula
O formato é de 140 x 65 mm, padrão adotado para as notas do  sistema monetário cruzados novos,  e as cores dominantes são o cinza e o marrom. Elementos de segurança presentes: marca dágua reproduz a efígie da república, registro coincidente, fio de segurança com magnetismo e fibras coloridas.
 
A cédula está impressa pelos processos calcográfico, ofsete e tipográfico. Desenharam o projeto gráfico Amaury Fernandes da Silva Jr e Thereza Regina Barja Fidalgo, as gravuras manuais são de Zélio Bruno da Trindade e Mario Dittz Chaves.
 
Anverso
Traz efígie do homenageado e fixa alguns traços característicos da vida e da obra do poeta. No fundo de segurança da cédula temos a figuração de pedras representando o minério e o calçamento de caminhos e ruas da antiga Itabira, também estão representados o casario da cidade e as montanhas da região onde nasceu o poeta. O trecho manuscrito do poema "Prece do mineiro no Rio" é transcrito juntamente com sua assinatura. No canto direito, temos a autocaricatura de Drummond utilizada para o registro perfeito entre o anverso e o reverso. 

Reverso
No fundo de segurança da cédula temos o desenho característico do calçamento de Copacabana - Rio de Janeiro, onde o poeta viveu muitos anos e produziu a maior parte de sua obra. Uma gravura  representando o poeta em sua mesa de trabalho, domina a parte frontal da cédula. À direita da gravura estão reproduzidos os versos poema "Canção Amiga".

sábado, 16 de junho de 2012

Rui Barbosa - Cédulas de 10.000 Cruzeiros e 10 Cruzados

O tema principal constitui homenagem a Rui Barbosa, famoso jurista, escritor, jornalista, orador e político brasileiro. Nascido em 1849 e falecido em 1923, notabilizou-se por sua atuação, em todos os ramos de suas atividades, como cultor do direito e da liberdade.
Folder da Cédula de Dez Mil Cruzeiros
A cédula está impressa pelos processos calcográfico (talho-doce), "offset" e tipográfico. A marca d'água (filigrana) representa a figura de Rui Barbosa, em ângulo visual diferente do "portrait", O formato da cédula é 74 x 154 mm e tem o marrom como cor predominantes.
O anverso da cédula traz impresso "portrait" de Rui Barbosa, ladeado por composições representativas da mesa de trabalho e do portal da casa do homenageado, além da estilização  de lombadas de livros dispostas verticalmente. O valor está representado, numericamente, no canto superior direito e na guarda ornamental do lado inferior da cédula, figurativa das grades existentes na casa do homenageado.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Moeda Comemorativa - Cidade de Goiás - Gera reclamações nas redes sociais

O lançamento de uma moeda comemorativa em homenagem à Cidade de Goiás (GO), primeira capital do estado e conhecida como Goiás Velho, provocou reações nas redes sociais da internet. A imagem divulgada pelo Banco Central mostra que a moeda traz, em uma das faces, trecho de um poema de Cora Coralina, mais ilustre filha da cidade histórica, sem a devida assinatura.

Depois da reação indignada de alguns internautas, que reclamaram da falta de identificação da autora do poema, o Banco Central informou à Agência Brasil que o nome de Cora Coralina será acrescentado à moeda, que ainda não começou a ser cunhada.

Ao lado do valor, há o seguinte trecho da poesia Minha Cidade, do livro Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais:

“Eu sou estas casas encostadas cochichando umas com as outras."

O Banco Central informou também que tem autorização da família de Cora Coralina para imprimir o trecho do poema na moeda, que será lançada em novembro, e do Conselho Monetário Nacional para promover os ajustes necessários. fonte: exame.abril.com

sexta-feira, 30 de março de 2012

Moeda Comemorativa - Homenagem à cidade de Goiás

Lançamento de moeda em homenagem à cidade de Goiàs,  foi aprovado nesta quinta-feira (29) pelo Conselho Monetário Nacional. Moeda deve ser lançada em novembro, ao custo estimado de R$ 145,00.
Metal: Prata 925/1000 - Valor de Face: R$5 - Tiragem inicial: 2.000 peças -
Peso: 27 g - Diâmetro: 40 mm - Fabricação: Casa da Moeda
A moeda faz parte da série numismática Cidades Patrimônio da Humanidade no Brasil.  No anverso, temos em primeiro plano um casarão que foi residência da poetisa e contista Cora Coralina.
No reverso, temos um verso da poetisa Cora Coralina sobre a cidade, que diz: "Eu sou estas casas encostadas cochichando umas com as outras". Temos também a representação do centro histórico de Goiás,  conjunto arquitetônico barroco, que se preservou sem alteraçoes desde o século XVIII.

sábado, 10 de março de 2012

História do Real - Peça Filatélica: Aerograma de 1994

A partir de primeiro de julho de 1994, a unidade do sistema monetário brasileiro passou a ser o Real (R$), instituido pela Lei número 8.880, de 27.05.94. O meio circulante anterior, expresso em Cruzeiros Reais (CR$), é integralmente substituído pelas novas cédulas e moedas, com base em taxa de conversão.

Para dirimir dúvidas sobre a nova unidade do sistema monetário, o Banco Central do Brasil, naquela época, disponibilizou para a população, através dos Correios, aerograma(*) pré-franqueado intitulado "Esclarecendo o Real".

As dúvidas eram respondidas pelo Banco Central do Brasil e divulgadas no programa de rádio  "A voz do Brasil" e pelas emissoras do sistema Radiobrás.

O interessante do aerograma,  por ser um produto pré-pago, mesmo após 18 anos de seu lançamento não perdeu sua validade,  podendo ser utilizado no envio de mensagens, apesar de ter ocorrido diversos reajustes tarifários.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Um milhão de réis - Rs:1:000$000 - Um conto de réis

O conto era uma unidade de conta, ou seja, uma expressão usada para facilitar a linguagem, a escrita e a contabilidade de grandes valores.

No Brasil, até 1942, o conto de réis foi utilizado para expressar a quantia de um milhão de réis. Tinha uma notação própria e praticamente era a segunda unidade do nosso sistema monetário Réis:
 Rs1:000$000 = 1:000$000 = 1:000$ = um milhão de réis = um conto de réis
Apenas cinco tipos de notas de um conto de réis foram emitidas, todas no período de 1907 a 1926, sendo as de maior valor facial do Brasil.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Dinheiro e História - Sistema Monetário de "Cruzeiro Nôvo" para Cruzeiro

 "O Decreto-lei nr. 1, de 13-11-65, regulamentado pela Decreto número 60.190, de 8-2-67, instituiu o "cruzeiro nôvo" como unidade monetária transitória, delegando poderes ao Conselho Monetário Nacional para fixar a data da vigência dêsse padrão e fazer retornar a expressão "CRUZEIRO" - Cr$ - como segunda etapa da reforma, e que ficaria condicionada à fabricação do papel-moeda, no Brasil.

A partir de 1964, a Casa da Moeda, em estreito entrosamento com o Banco Central do Brasil, vem se preparando e se equipando para a impressão das cédulas e cunhagem das moeda, numa programação que, agora, chega ao seu final, com o lançamento das novas unidades, representativs dos valores de Cr$ 1,00, Cr$ 5,00, Cr$ 10,00, Cr$ 50,00 e Cr$ 100,00.

Em reunião realizada no dia 31 de março de 1970 - aniversário da Revolução de 1964 - o Conselho Monetário Nacional resolveu abolir, como fôra previsto, a expressão "nôvo",  restabelecendo a designação "CRUZEIRO", como unidade padrão do sistema monetário a partir de 15 de maio de 1970. Em face do tempo decorrido desde a criação do "cruzeiro nôvo", já pôde o povo brasileiro adaptar-se à transformação operada com a reforma. Portanto, já se torna desnecessário o uso da expressão "nôvo" para qualificar o cruzeiro atual, que substituiu o velho cruzeiro desvalorizado.As novas cédulas, assim como a moeda de Cr$ 1,00, serão lançadas à circulação, a partir de 15 de maio de 1970, pelo Banco Central do Brasil, através da rêde bancária.