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sábado, 14 de abril de 2018

Restauração de Obra de Arte, Candido Portinari

A AAMV em apoio às atividades do Museu de Valores do Banco Central patrocinou o processo de restauro da obra de arte, SAMBA, óleo s/tela de 1956, do artista Candido Portinari. 

A intervenção na recuperação do quadro foi realizada em três de abril de 2018 pela especialista em restauração de obra de arte, Florence Maria White de Vera, nas instalações do Museu de Valores, em Brasília.


A obra de arte deverá ser cedida pelo Banco Central do Brasil, ainda neste mês de abril, para exposição a ser realizada no Museu de Arte do Rio - MAR.

SAMBA - 200,2 x 169,7 cm

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Conhecendo o Acervo de Artes do Banco Central - Aldo Bonadei

Natureza Morta - 1963
Óleo s/tela
 64 x 79 cm
ALDO BONADEI
São Paulo, SP, 1906
São Paulo, SP, 1974
Iniciou seu aprendizado artístico com Pedro Alexandrino e Antônio Rocco, em 1923, aperfeiçoando-se na Academia de Florença, na Itália, em 1930. De volta ao Brasil integrou o Grupo Santa Helena, fundado por Rebolo Gonzales, em 1935, formado por proletários que aos fins de semana deixavam o ateliê para pintar os arredores de São Paulo. Também fez parte da Família Artística Paulista, de 1936 a 1939. Considerado pioneiro da arte abstrata no Brasil, já na década de 40 seu trabalho apresentava certas características subjetivas, as quais o artista atribuia à influência que a percepção musical trouxe para a sua pintura. Concentrou-se em alguns temas, como paisagens, naturezas mortas e flores. No quadro intitulado "Natureza Morta", de 1954, percebe-se a presença diluída de elementos figurativos e a ausência de perspectiva. No ambiente que se integra, tudo é importante para a composição, tudo é motivo de geometrização. Em "A Leitura", tela de 1950, há solidez de linhas e planos, sem que a cor se sobreponha ao conjunto esboçado pelo desenho, pois o grafismo que modela as formas já é uma característica marcante na produção do artista. A contradição entre o lirismo e a contenção tanto do grafismo quanto da cor, segundo Mário Schemberg, é encontrada em todas as fases de Bonadei. Em "Flores", percebe-se essa preocupação: apesar do lineamento estrutural e da sobriedade dos tons colocados ao fundo, o artista dá vazão às cores quentes, valorizando a técnica, fazendo-a saltar dentro da composição. Participou de diversas exposições. Dentre as principais premiações, recebeu o prêmio Viagem ao Estrangeiro, em 1962, no Salão de Arte Moderna de São Paulo. fonte: bcb

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Conhecendo o Acervo de Artes do Banco Central - Alberto Guignard

Vaso de Flores - 1958
Óleo s/ tela
73 x 60 cm

ALBERTO GUIGNARD
Nova Friburgo, RJ, 1896
Belo Horizonte, MG, 1962
Pintor, desenhista e professor, Guignard iniciou seu aprendizado artístico na Real Academia de Belas Artes de Munique, Alemanha, onde se radicou aos 16 anos de idade com a família. Em 1920, em viagem de aperfeiçoamento, seguiu para Florença. A seguir, estagiou na Suiça e na Itália. Ao retornar ao Brasil, em 1929, passou a lecionar na Fundação Osório e no Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro. A convite do então prefeito Juscelino Kubitschek, fundou a Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, em 1944, onde permaneceu por 19 anos. Os métodos aplicados por Guignard causaram grande repercussão, atraindo muitos alunos, hoje artistas consagrados, que ansiavam por uma linguagem anticonvencional, provocando reações bruscas por parte dos professores e alunos que ainda estavam arraigados aos moldes acadêmicos já ultrapassados.

No Brasil expôs diversas vezes, obtendo várias premiações, dentre elas o prêmio Viagem ao País, em 1944. Em 1927, entrou para o Salon d?Automme e, em 1928, para o Salon des Independents de Paris e para a Bienal de Veneza. A conotação poética e imaginária é uma característica marcante nas obras do artista. A este lirismo a crítica se refere dizendo que Guignard fugiu à lógica do espaço e do tempo, desligando objetos, seres e cidades de sua realidade física e material.

 Ao compor "Vaso de Flores", Guignard ressaltou o primeiro plano com cores quentes, esboçando ao fundo uma paisagem de cromatismo suave e diluído, que confere a este trabalho uma impressão de volatilidade. fonte:bcb

terça-feira, 30 de abril de 2013

Conhecendo o Acervo de Artes do Banco Central - Aldemir Martins

Vaqueiro
1972

Óleo s/ tela
99 x 79 cm

ALDEMIR MARTINS
Ingazeiras, CE, 1922
São Paulo, SP, 2006
Aldemir Martins iniciou-se em pintura aos 19 anos. Autodidata, atuou na vida cultural de Fortaleza, fundando o Grupo Artys. Em 1946, adotou São Paulo e passou a desenvolver aí um trabalho original, com incursões em várias modalidades artísticas.

A predileção pelo desenho caracterizou toda a sua produção, embora, tecnicamente, seu trabalho em pintura revelasse o mesmo domínio e objetividade do desenho. "Um jagunço por natureza, temperamento, formação e educação", como o artista mesmo se definia, Aldemir utilizava figuras típicas da região nordeste em sua obra.

Na pintura "Vaqueiro", ele nos dá a medida de sua singularidade, contrapondo à crueza temática um caráter expressionista nas formas preenchidas por cores vibrantes, o que confere um caráter decorativo ao resultado final. fonte:bcb