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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

100 Mil Réis - Cédula do Império com carimbo da República - Banco Nacional do Brasil

Em 1889, no alvorecer da República, a implementação de uma reforma bancária editada no final do período imperial deu aos bancos o direito de emitir dinheiro.

Vários bancos foram autorizados a lançar seus bilhetes e notas no mercado, e algum deles, para ganhar tempo, solicitaram ao Tesouro Nacional a permissão para usar as cédulas do recém abolido Império, mediante a aplicação de carimbos e legendas adpatadas aos novos emissores. Muita dessas alterações foram feitas pela Laemmert & Cia, uma tipografia e editora nacional, estabelecida no Rio de Janeiro, que usou processos químicos para modificar a cor original das cédulas e aposição de carimbos com os dados do novo emissor.
Cédula com a cor modificada e carimbos negros contendo dados na nova emissão - 1890
Estampa 5a. À esquerda temos o Brasão do Império
A data da emissão da peça  é de 1890 e seu emissor o Banco Nacional do Brasil no Rio de Janeiro. Abaixo temos a cédula original do Império, também da 5a. estampa,  para que sejam observadas as modificações realizadas.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

30 Mil Réis (Rs 30$000) - Ensaio de Uma Cédula Não Circulada

No início da República, em 1890, o governo estendeu o direito de emitir dinheiro às instituições bancárias particulares e oficiais. O ensaio da cédula de 30 mil réis, encomendada pelo Banco do Brasil, é de extrema raridade e leva o nome da casa impressora Waterlow&Sons Limited. - Londres, Inglaterra.  A cédula não chegou a  entrar em circulação.
Valor Facial 30 mil réis - Imagens de mulher e de um trem em movimento
Assinatura do Thesoureiro da Caixa da Amortisação AAVieira da Costa
Decreto 253, de 8 de março de 1890

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Tarsila do Amaral - 125 Anos de Aniversário

TARSILA DO AMARAL
Capivari, SP, 1886
São Paulo, SP, 1973
 


Em homenagem ao aniversário de nascimento de Tarsila do Amaral, 1 de setembro de 1886, pintora e desenhista brasileira, apresentamos algumas de suas obras que compôem o acervo de arte do  Museu de Valores do Banco Central do Brasil.

O PORTO, 1953
Óleo s/ tela, 70 x 100 cm

terça-feira, 5 de julho de 2011

500 Mil Réis - Cédula do Império com carimbo da República

O Banco Nacional do Brasil, em 1890, na mudança do regime imperial para o republicano, foi autorizado a emitir dinheiro. Para ganhar tempo, a exemplo de outros bancos emissores, foi autorizado pelo Tesouro Nacional a usar as cédulas emitidas para o Império, mediante a aplicação de carimbos e legendas adaptados ao novo emissor. As cédulas também tiveram a sua cor original modificada  mediante a utilização de processos químicos.
500 MIL RÉIS - BANCO NACIONAL DO BRASIL - 1890
Figura de D. Pedro II e a esquerda brasão do Império
Museu de Valores do Banco Central do Brasil

*Cédula: além das adaptações, temos o carimbo relativo ao resgate da cédula

terça-feira, 7 de junho de 2011

Igreja - Aldo Bonadei

Histórico:
Nessa obra, Igreja, óleo sobre tela do ano de 1955, Aldo Bonadei utiliza-se do espaço urbano (uma rua encimada por uma igreja, vista dos fundos) para desenvolver sua pesquisa cubista, reduzindo e geometrizando as formas e despojando os elementos retratados. Os três planos negros, que parecem panos de cena, situam a paisagem como se fosse vista em um cenário teatral.
IGREJA - Óleo sobre tela, 74 x 55 cm
Acervo artístico do Museu de Valores do Banco Central do Brasil

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Primeiro Papel-moeda do Brasil

Bilhete bancário de 100$000 réis de nr. 12.115 - Ano 1810
Museu de Valores do Banco Central do Brasil
fotografia: Rômulo Fialdini
Histórico: Início do século XIX,   as moedas metálicas em circulação não eram suficientes para atender a demanda da corte portuguesa recém chegada ao Brasil.

domingo, 3 de abril de 2011

Ordem Imperial do Cruzeiro - Primeira ordem honorífica brasileira

ORDEM  IMPERIAL DO CRUZEIRO (anverso)
Museu de Valores do Banco Central do Brasil
Histórico:
Com a Independência do Brasil, D. Pedro I criou a Ordem Imperial do Cruzeiro, em 1o. de dezembro de 1822, para comemorar a sua Aclamação, Sagração e Coroação.

Foi, assim, a primeira ordem honorífica genuinamente brasileira. Seu desenho partiu de modelo francês, mas seu nome e suas características basearam-se na "posição geográfica desta vasta e rica região da América Austral, que forma o Império do Brasil, onde se acha a grande constelação do Cruzeiro, e igual, em memória do nome, que sempre teve este Império, desde o seu descobrimento de Terra de Santa Cruz".

Era destinada a premiar brasileiros e estrangeiros e sua maior distribuição ocorreu no dia da Coroação e Sagração de D.Pedro I.

Aos agraciados não eram cobrados emolumentos, exceto o feitio da insígnia e o registro dos diplomas. Ficavam, porém, obrigados a dar uma jóia qualquer, a seu arbítrio, para a dotação de uma Caixa de Piedade, destinada à manutenção dos membros pobres da Ordem, ou dos que, por casos fortuítos ou desgraças, caíssem em pobreza.

Anverso:
Estrela branca de cinco pontas bifurcadas e maçanetadas, assentada sobre guirlanda de ramos de café e fumo, e pendente da coroa imperial. Ao centro, medalhão redondo azul-celeste, com cruz latina formada por dezenove estrelas brancas, circundado por orla azul-ferrete  com a legenda "BENEMERENTIUM PRAEMIUM".

Reverso:
Igual ao anverso, com alteração no medalhão para a efígie de D.Pedro I, e na legenda para "PETRUS I - BRASILIAE IMPERATOR D". Fita e banda azul-celeste.

Graus: cavaleiro, oficial, dignitário grã-cruz.

Bibliografia
Condecoração - Banco Central do Brasil - Divisão de Museu de Valores

sábado, 26 de março de 2011

Peça da Coroação - Moeda de Ouro 6$400 réis


PEÇA DA COROAÇÃO (anverso)
Museu de Valores do Banco Central do Brasil
fotografia: Rômulo Fialdini
Histórico:
Considerada a peça da numismática brasileira mais rara, tanto pelo seu valor histórico - marco da independência do Brasil - quanto pela quantidade de unidades cunhadas - sessenta e quatro moedas.

Moeda idealizada especialmente para a cerimônia de coroação de D. Pedro I, como Imperador do Brasil.
Não houve um processo de aprovação prévia da moeda, por parte de D. Pedro I,  que somente teve conhecimento das suas caracteristicas durante a cerimônia de coroação. Não lhe foi de agrado a sua imagem estampada de busto nú e com uma coroa de louros, a exemplo dos imperadores romanos, bem como da representação da coroa real portuguesa ao invés da coroa imperial, designativa do título. Por isso foram suspensas a cunhagem e circulação da moeda.
Atualmente, estima-se que existem apenas 17 exemplares originais da peça em acervos de  museus e colecionadores. O Museu de Valores possui em seu acervo dois exemplares da  "Peça da Coroação".


PEÇA DA COROAÇÃO (reverso)
Museu de Valores do Banco Central do Brasil
fotografia: Rômulo Fialdini
Anverso:  Efígie do Imperador D. Pedro I, de perfil à esquerda, laureada e de busto nú. Data do ano (1822) mais a letra R (indica que foi cunhada na Casa da Moeda do Rio de Janeiro). Inscrição na orla "PETRUS.I.D.G. BRASILIAE.IMPERATOR" (Pedro Primeiro pela Graça de Deus Imperador do Brasil). Na parte inferior do busto imperial foi colocada em baixo relevo a inscrição Z.Ferrez (gravador e abridor de cunhos da Casa da Moeda do Rio de Janeiro).

Reverso:
Escudo das armas imperiais brasileiras, com a coroa real portuguesa. Inscrição de forma abreviada "IN HOC SIG VIN" (Com este sinal vencerás). O escudo esta entre dois ramos, o da esquerda de café e o da direita de tabaco. A união dos dois ramos é feito pelo Laço Nacional.

Características:
Metal: Ouro                     
Título: 916 2/3 milésimos = 22 quilates
Peso(gr): 4 oitavas = 14,342      
Dimensões aproximada(mm): 32,2    
Tiragem:  64 unidades
Valor Nominal: não é indicado na moeda   (6$400 - seis mil e quatrocentos réis)             
Data lançamento: 1 de dezembro de 1822
Emissor: Casa da Moeda do Rio de Janeiro
Gravador: Zeferino Ferrez

Bibliografia:
Boletim da SBN nr. 29 de janeiro de 1969 - Hans Kochmann
Site Banco do Brasil/portalbb/peçadacoroação