terça-feira, 5 de maio de 2015

Mal. Cândido Rondon - 150 Anos do Nascimento

Hoje, dia 5 de maio é celebrado o Dia Nacional das Comunicações, data escolhida em homenagem ao nascimento de Cândido Mariano da Silva Rondon, uma das principais figuras da difusão dos sistemas de comunicação no Brasil, considerado o patrono das comunicações do país.

O reconhecimento da obra de Rondon, na exploração geográfica e na integração do país, ultrapassou as fronteiras do Brasil, seu nome está registrado em letras de ouro no Livro da Sociedade de Geografia de Nova Iorque, como o explorador que penetrou mais profundamente em terras tropicais.

Para celebrar e preservar a memória do Mal. Rondon publicamos os registros históricos e iconográficos referentes à concepção e lançamento da nota de 1.000 Mil Cruzeiros, emitida em maio/1990. Cédula que circulou no período 31 de maio de 1990 a 15 de setembro de 1994.

SOBRE A CÉDULA
"Conforme previsto na Resolução número 1689, de 18.3.90, o Banco Central lançou em circulação em maio de/1990, a cédula de Cr$ 1.0000,00 (mil cruzeiros). O tema da cédula é dedicado ao engenheiro militar e sertanista Cândido Rondon que naquele ano comemorava o 100º. aniversário do início de suas atividades de exploração geográfica e implantação de linhas telegráficas em longínquas regiões, integrando-se ao restante do país.

Desde 1890, Rondon dedicou-se a essas atividades por muitos anos, instalando milhares de km de linhas telegráficas, paralelamente ao reconhecimento de fronteiras e à exploração de regiões em grande parte desconhecidas, realizando uma série de expedições que se celebrizaram com o nome genérico de "Comissão Rondon". Ao longo desse trabalho, Rondon definiu traçados cartográficos, fez contato com numerosas tribos indígenas e realizou estudos etnográficos, bem como observações geológicas e botânicas de valor inestimável.

Foi o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios, criado em 1910. Estudioso dos costumes dos indígenas, procurava manter com eles contatos pacíficos, notabilizando-se por sua doutrina humanitária e pacifista, que enfatizava o respeito pela cultura indígena e pela dignidade do silvícola.

Seu nome foi dado em 1956 ao território por onde passou em missão científica em 1909, hoje estado de Rondônia. O Congresso Nacional conferiu-lhe as honras de Marechal do Exército em 1955.
De acordo com a orientação imprimida ao projeto gráfico por recomendação do Banco Central, a cédula fixa traços vinculados estreitamente à obra de Rondon.

O anverso apresenta o "portrait" do homenageado, tendo à esquerda uma gravura em que aparece
uma estação telegráfica pioneira, bem como a representação de uma floresta e de um mapa com contornos do Brasil e da América do Sul. à direita do "portrait" estão representados instrumentos de telegrafia, um deles (carretel de fita) servindo para marcar a coincidência perfeita do anverso com o reverso, a qual é um aspecto de segurança característico da impressão simultânea de ambos  os lados.

Os fundo de segurança compostos por recursos eletrônicos, contêm representação abstrata de folhas e de água, além da multiplicação artística de um símbolo das comunicações. A tarja no lado inferior é baseado na representação de um cocar de índios camaiurás.

O painel do reverso apresenta um casal de índios carajás, ladeado pela representação de alimentos (frutas, pescado, raízes) e de uma habitação nhambiquara. Os fundos de segurança, desenvolvidos mediante computação gráfica, baseiam-se em trançado de cestaria dos  tucanos. Na parte superior, à esquerda e à direita, figuram motivos de pintura corporal indígena.
A tarja no lado inferior é baseado em elementos de música e cerâmica indígena, com destaque para bonecos de barro de índios carajás.

A cédula resulta de um trabalho integrado da Casa da Moeda do Brasil com o Departamento do Meio Circulante do Banco Central.

 O formato é 140 x 65 mm e está impressa pelos processos calcográfico, ofsete e tipográfico.

Amarelo e marrom são as cores dominantes. A marca d'agua, desenho de Waldemiro Puntar, reproduz efígie simbólica da República. Assinam o projeto gráfico Experidião Marcelo Mynssen da Fonseca e Álvaro Alves Martins.
As gravuras manuais são de Zélio Bruno da Trindade (anverso) e Czeslaw Slania (reverso). Elementos iconográficos de pesquisa foram cedidos pelo Museu do Índio, Rio de Janeiro."Fonte:Folder distribuído pelo BCB
Pintura corporal indígena

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