segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Amigos do Museu de Valores: 10 anos!

Transcrevemos na íntegra a mensagem enviada, em seis de dezembro de 2012, pelo Sr. Denir Mendes Miranda, sócio fundador e primeiro presidente da Associação Amigos do Museu de Valores .
"Amigos do Museu de Valores: 10 anos!

No dia 3 de dezembro, segunda-feira, a Associação Amigos do Museu de Valores (AAMV) completou 10 anos!
Por um destes atratores temporais sinérgicos e inexplicáveis, no mesmo dia houve a festa “Uma noite no Museu”, confraternização da Direc. Não era inicialmente celebração da data da AAMV (passou em branco...), mas lá pelas tantas, no meio da festa alguém lembrou do aniversário e a noite acabou sendo mais festiva.
Nada melhor do que “Uma noite no Museu” para comemorar os 10 anos da Associação, não acha? Reflete bem a intertextualidade inicial dentro da qual a AAMV foi criada. A associação carrega em seu DNA esta coisa lúdica e criativa, que expande os limites do formalismo.

Pois a iniciativa de juntar amigos do Museu partiu das nossas listas informais, a Cultnet e a Starnet. Começamos a falar de outros museus e ingressos e exposições e lojinhas e o que poderia ser feito para ajudar.
Muita gente acha que eu sou o “pai” da AAMV. Não é nada disso! Toda humildade extrema oculta uma soberba equivalente, então reconheço que fiz algo importante, sim. Mas fui o catalisador. Sem os componentes adequados, o catalisador não é nada. Fomos felizes ao juntar pessoas certas na época certa.
Foi difícil o começo? Sim. Mas o apoio em grupo superou isto. Quero lembrar especialmente a primeira diretoria, que aceitou certos sacrifícios e conflitos em nome de uma proposta coletiva: Andréia Medeiros Rocha, Beatriz Simas Silva, Jorge Antonio de Mattos, Hernani Leonardo Mendes Miranda, e o Conselho Fiscal, com titulares: Marisa Minzoni, Paulo Amauri de Oliveira Mello, Cleber José Coimbra, e suplentes: Telma Cristina Soares Ceolin, Fabiana Xavier Dezouzart Drummond de Melo, Luiz Freire Fonseca Júnior. (Apenas o Hernani e o Cleber não são do BC).


De todas as pessoas que passaram pela Diretoria da AAMV, sejam diretores, conselheiros e presidentes, quero destacar em especial o empenho e a dedicação do Paulo Amaury. Se alguém precisa ser homenageado, é ele. Foi presidente logo após minha gestão e pegou a AAMV com um abacaxi gigantesco. Já tinha passado a fase inicial de eclosão e festa, e porque tivemos uma informação errada de um órgão do governo, a AAMV estava com problemas junto à Receita Federal. A informação “oficial”, obtida na Secretaria de Fazendo do GDF, na época, era que a associação não precisava declarar imposto de renda. Informação errada!! Resultado: a AAMV precisou regularizar-se junto à Receita, e isto levou um tempão, paciência e algum dinheiro, e quase teve seu CNPJ cancelado.
Se a semente AAMV foi plantada e nasceu, o Paulo Amaury foi quem cuidou da plantinha ainda pequena, fase mais difícil de todas - quem já teve a experiência de plantar uma árvore a partir da semente sabe disto. A semente carrega dentro de si a força de eclodir, basta alguma terra e água. Mas a plantinha ainda pequena precisa de todo cuidado e atenção para crescer e seguir adiante. Paulo Amaury foi esta pessoa que regou, evitou que pisoteassem, fez aprofundar raízes. Paulo Amaury, muito obrigado mesmo!
Agora, a AAMV está uma arvoreta. Daquelas que até o olhar mais distraído percebe. A atual diretoria carrega este mérito de aproveitar o vento e a chuva para tornar a árvore mais bonita. A lojinha do Museu - que tentamos criar 10 anos atrás, muito principiante e mambembe - hoje é um sucesso absoluto. A parceira com o Banco do Brasil para trazer estudantes de escolas rurais foi a melhor notícia. Exatamente para isto a AAMV foi criada 10 anos atrás!!! Lengruber, Eliney, Meire, vocês estão de parabéns!
Outros dois fatos marcantes da história dos Amigos do Museu foram a publicação da obra numismática do Julius Meili, livro raro que esteve por décadas fora do acesso público. E a recuperação da logomarca original do Museu de Valores, desenhada pelo Aloisio Magalhães (antes que o BC tivesse sua própria logomarca!) – a logomarca do Museu nem chegou a ser usada pois, na mesma época, o BC adotou a logomarca oficial que conhecemos.
E no final, que remete ao começo, é preciso dizer o nome: Telma Ceolin – para a AAMV, ela foi e é a sacerdotisa, o poder feminino que cria e nutre.
Penso eu que a Associação foi criada na hora certa para dar o apoio “externo” que o Museu precisava, naquela fase meio incerta.
Nós nos reconhecemos na presença do outro – Hannah Arendt vai além e diz, dialogando com Heidegger, que nós somos apenas perante um outro. Acredito que a AAMV trouxe este reconhecimento ontológico do Museu para dentro da instituição.
Vida longa ao Museu de Valores e seus Amigos!"

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