sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Cédula da Baiana - 50 mil cruzeiros reais

A cédula de 50 mil cruzeiros reais, mais conhecida como da "Baiana", teve seu lançamento em 30 de março de 1994, ficando em circulação por pouco mais de 5 meses (15 de setembro de 1994). Recolhida devido a implementação do "Plano Real" - julho de 1994, desta cédula foram emitidas apenas 1.200 séries.
Folder distribuído quando do lançamento da cédula em março de 1994
A figura da "Baiana", característica da tradicional cidade de Salvador, Bahia, é conhecida na maior parte do território brasileiro por meio de inúmeras composições populares a que serviu de tema e devido à importância que vem assumindo no contexto das promoções turísticas nacionais.

De origem africana, em grande parte das nações jeje, haussá e nagô-iorubá trazidas para o Brasil pelo tráfico de escravos nos chamados ciclos da Costa da Mina e do Golfo de Benin, aqui teve seu passado marcado pela escravidão, à qual o espírito de seu povo se opôs, resistindo às influências culturais e formando movimentos revolucionários. Após gradativas transformações sociais que culminaram na abolição da escravatura, vamos encontrá-la independente, vivendo por conta própria, ganhando a vida a mercar na rua com o clássico tabuleiro. Tendo o comércio por atividade principal, a "baiana do acarajé", como hoje a chamamos, vende seus preparados feitos segundo receitas africanas que foram transmitidas por seus ascendentes - o acarajé, o abará, o vatapá, o caruru e tantos outros. Seu traço mais característicos, porém, é a indumentária. É sobretudo pelo vestuário que a baiana se tem celebrizado. Faceira e graciosa, seu tipo físico ressalta a elegância com que porta seu traje. São turbantes, longas saias e vistosos xales, que constituem um espetáculo à parte.
Nos afamado terreiros de candomblés, nas grandes festas religiosas, principalmente nas tradicionais procissões e romarias do Senhor do Bonfim, a baiana pode ser vista ostentanto indumentária riquíssima, de grande efeito e valor estético, resultante da enorme variedade de peças e adereços, que já se tornou rara nas ruas da cidade.
A esquerda, painel onde figuram alguns de seus mais importantes balangandãns. São quase todos de origem votiva, em que o motivo decorativo é de origem africana ou de inspiração brasileira. Os berloques ou bequis, em ouro ou prata, são trazidos à cintura, nas pencas e pusleiras, ou suspensos em cordões à volta do pescoço. Nascidos da necessidade suas portadoras se protegerem contra desventuras e o azar, possuem significados diversos, tais como:
. romã e cacho de uva  - fecundidade;
. figa de madeira e dentes de animais - os bons "fados", fechando o corpo;
. caju - a abundância;
. peixe, cordeiro e pombas do Espírito Santo - resultam do sincretismo com o catolicismo.

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