Com a Independência do Brasil, D. Pedro I criou a Ordem Imperial do Cruzeiro, em 1o. de dezembro de 1822, para comemorar a sua Aclamação, Sagração e Coroação.
Foi, assim, a primeira ordem honorífica genuinamente brasileira. Seu desenho partiu de modelo francês, mas seu nome e suas características basearam-se na "posição geográfica desta vasta e rica região da América Austral, que forma o Império do Brasil, onde se acha a grande constelação do Cruzeiro, e igual, em memória do nome, que sempre teve este Império, desde o seu descobrimento de Terra de Santa Cruz".
Era destinada a premiar brasileiros e estrangeiros e sua maior distribuição ocorreu no dia da Coroação e Sagração de D.Pedro I.
Aos agraciados não eram cobrados emolumentos, exceto o feitio da insígnia e o registro dos diplomas. Ficavam, porém, obrigados a dar uma jóia qualquer, a seu arbítrio, para a dotação de uma Caixa de Piedade, destinada à manutenção dos membros pobres da Ordem, ou dos que, por casos fortuítos ou desgraças, caíssem em pobreza.
Anverso:
Estrela branca de cinco pontas bifurcadas e maçanetadas, assentada sobre guirlanda de ramos de café e fumo, e pendente da coroa imperial. Ao centro, medalhão redondo azul-celeste, com cruz latina formada por dezenove estrelas brancas, circundado por orla azul-ferrete com a legenda "BENEMERENTIUM PRAEMIUM".
Reverso:
Igual ao anverso, com alteração no medalhão para a efígie de D.Pedro I, e na legenda para "PETRUS I - BRASILIAE IMPERATOR D". Fita e banda azul-celeste.
Graus: cavaleiro, oficial, dignitário grã-cruz.
Bibliografia
Condecoração - Banco Central do Brasil - Divisão de Museu de Valores
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