sábado, 26 de março de 2011

Peça da Coroação - Moeda de Ouro 6$400 réis


PEÇA DA COROAÇÃO (anverso)
Museu de Valores do Banco Central do Brasil
fotografia: Rômulo Fialdini
Histórico:
Considerada a peça da numismática brasileira mais rara, tanto pelo seu valor histórico - marco da independência do Brasil - quanto pela quantidade de unidades cunhadas - sessenta e quatro moedas.

Moeda idealizada especialmente para a cerimônia de coroação de D. Pedro I, como Imperador do Brasil.
Não houve um processo de aprovação prévia da moeda, por parte de D. Pedro I,  que somente teve conhecimento das suas caracteristicas durante a cerimônia de coroação. Não lhe foi de agrado a sua imagem estampada de busto nú e com uma coroa de louros, a exemplo dos imperadores romanos, bem como da representação da coroa real portuguesa ao invés da coroa imperial, designativa do título. Por isso foram suspensas a cunhagem e circulação da moeda.
Atualmente, estima-se que existem apenas 17 exemplares originais da peça em acervos de  museus e colecionadores. O Museu de Valores possui em seu acervo dois exemplares da  "Peça da Coroação".


PEÇA DA COROAÇÃO (reverso)
Museu de Valores do Banco Central do Brasil
fotografia: Rômulo Fialdini
Anverso:  Efígie do Imperador D. Pedro I, de perfil à esquerda, laureada e de busto nú. Data do ano (1822) mais a letra R (indica que foi cunhada na Casa da Moeda do Rio de Janeiro). Inscrição na orla "PETRUS.I.D.G. BRASILIAE.IMPERATOR" (Pedro Primeiro pela Graça de Deus Imperador do Brasil). Na parte inferior do busto imperial foi colocada em baixo relevo a inscrição Z.Ferrez (gravador e abridor de cunhos da Casa da Moeda do Rio de Janeiro).

Reverso:
Escudo das armas imperiais brasileiras, com a coroa real portuguesa. Inscrição de forma abreviada "IN HOC SIG VIN" (Com este sinal vencerás). O escudo esta entre dois ramos, o da esquerda de café e o da direita de tabaco. A união dos dois ramos é feito pelo Laço Nacional.

Características:
Metal: Ouro                     
Título: 916 2/3 milésimos = 22 quilates
Peso(gr): 4 oitavas = 14,342      
Dimensões aproximada(mm): 32,2    
Tiragem:  64 unidades
Valor Nominal: não é indicado na moeda   (6$400 - seis mil e quatrocentos réis)             
Data lançamento: 1 de dezembro de 1822
Emissor: Casa da Moeda do Rio de Janeiro
Gravador: Zeferino Ferrez

Bibliografia:
Boletim da SBN nr. 29 de janeiro de 1969 - Hans Kochmann
Site Banco do Brasil/portalbb/peçadacoroação

10 comentários:

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  3. Para comemorar a ascensão de D. Pedro ao trono imperial, cunhou-se a moeda de ouro de 6.400 réis, conhecida como Peça da Coroação, hoje considerada uma das mais raras e valiosas da numismática brasileira.

    Com relação à cunhagem da primeira moeda do Brasil independente, existem algumas teorias (não comprovadas) a respeito de sua fabricação. A primeira diz ter sido confeccionada “de última hora” para servir de oferenda à igreja na missa realizada na ocasião da sagração e coroação do nosso primeiro imperador.

    A segunda diz que as 64 moedas cunhadas seriam oferecidas aos 64 ilustres convidados à cerimônia, como recordação do evento. Uma terceira teoria diz que deveriam cunhar uma quantidade maior de moedas (bem mais de 64 exemplares), destinadas não somente ás autoridades presentes, mas também para serem postas em circulação. A cunhagem teria sido interrompida por D.Pedro (pelos motivos expostos a seguir), quando já haviam sido fabricadas 64 moedas. Dessa forma, seja como for, ficou conhecida, desde 1908, no meio numismático, como a Peça da Coroação, onde “peça” é designação portuguesa da época para moedas de ouro com valor de 6$400 réis.

    Os 64 exemplares iniciais, assinados pelo gravador Zeferino Ferrez e fabricados pela Casa da Moeda do Rio de Janeiro, não chegaram a cumprir seu objetivo primário, tendo sido a cunhagem suspensa, ao que parece, por D. Pedro I.

    Ao que tudo indica, não agradou ao soberano a sua imagem com busto nu, à semelhança daquela usada no mundo romano antigo como eram retratados os imperadores nas antigas moedas romanas. Além disso, por um equívoco, a coroa encimando o escudo imperial é a real diamantina (ornada com pedras preciosas ou pérolas justapostas, símbolo do poder real), em vez daquela imperial (designativa do título). Aliado a isso, a omissão da palavra CONSTITUTIONALIS e do complemento ET PERPETUUS BRASILIAE DEFENSOR, de acordo com o soberano e seus conselheiros, poderia pressupor um desejo de poder absolutista.

    Com relação às duas últimas hipóteses temos alguns "senãos", objetos de particular estudo por nós realizado, em vias de publicação.

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